O desafio de ser melhor: Burnout dos estudantes no ensino superior
SAÚDE
João Marciano - EEUCP
3/15/2026


Todos nós já estivemos stressados com aquele trabalho ou cadeira no Ensino Superior, tendo cada um as suas histórias e pesadelos sobre a cadeira e o próprio curso. O stress crónico, que nada mais é que a exposição prolongada ao stress, indo de meses a anos de exposição contínua, pode provocar uma condição muito conhecida entre a comunidade académica que é a síndrome de Burnout, mais conhecida como Burnout.
O Burnout é a resposta a um stress crónico perante o qual a pessoa sente que não tem ou que não consegue usar estratégias de coping para lidar com este, provocando a exaustão física,emocional e mental para o indivíduo
Em todos os cursos – vá, a maioria – o Burnout está muito presente, segundo a Sic Noticias, mais de metade dos universitários está em burnout e 40% consomem psicotrópicos (Lusa, 2025), o que denota não só a falta de interesse pela saúde mental dos estudantes por parte das universidades como também por parte do Ensino Universitário Português como um todo. Mas, por mais que cada licenciatura tenha os seus motivos para poder provocar burnout, existe certas licenciaturas que se destacam por serem consideradas mais stressantes que outras, tais como Medicina, Enfermagem e Arquitetura
Não poderíamos falar de licenciaturas stressantes sem falar de Medicina, onde a própria situação de stress começa logo no ensino secundário. De acordo com estudos, o stress surge devido ao alto nível de exigência académica antes e depois de entrar no curso, ao estudo necessário para os exames e respetiva obtenção de nota para a escolha da especialidade e ainda a falta de tempo para descomprimir devido aos motivos anteriores (Correia, 2022).
A seguinte licenciatura é a Enfermagem, que segundo um artigo de investigação, o maior fator de burnout nos seus estudantes são os ensinos clínicos, onde são expostos à realidade da prática clínica. A razão pelo qual este ser o principal fator de burnout é devido à sobrecarga académica e clínica, onde há grande exigência em cumprir os horários de turnos de estágio em simultâneo com a colaboração de trabalhos teóricos e exames; ás situações que encontram ou pode encontrar, a componente emocional de cuidar de doentes em estado crítico e lidar com o luto, situações para quais o estudante muitas vezes ainda não possui mecanismos de coping sólidos; e a insegurança técnica, ao transitar para a prática clínica real, onde as decisões têm impacto direto na vida de terceiros e estando constantemente pressionados pelos orientadores clínicos, gera uma ansiedade elevada sobre a própria competência (Martins et al., 2017).
Por fim, poucas pessoas pensariam neste curso quando se fala de burnout, Arquitetura. Conforme uma notícia da RTP, o ensino de arquitetura está associado a longos projetos que obriga os estudantes a trabalhar em horas extracurricular, que chega a ultrapassar as horas de em Engenharia Aeroespacial e Medicina, tornando esta uma licenciatura de alta exigência física e mental, também devido à falta de sono por parte destes.
Como nota final, é importante mencionar, que por mais stressantes as licenciaturas faladas sejam, todos os cursos têm os seus desafios e não devemos menosprezar uns aos outros sem saber realmente o que cada um tem para oferecer.
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